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SIGNIFICADO DO NORTH AMERICAN T-6
O North American T-6 Texan / Harvard / SNJ foi um dos aviões de instrução e
treino mais usados na História da Aviação. Portugal não foi excepção pois foi
um dos aviões utilizado em maior número pela Força
Aérea Portuguesa (257).
2 - HISTÓRIA DO T-6G
(#51-15177) DO MUSEU AERO FÉNIX
Pouco antes da formação da Força Aérea Portuguesa, em 1 de Julho de 1952, a Aeronáutica
Militar recebeu vinte T-6G através do Mutual Defense Assistance
Program (M.D.A.P.); o 1635 era um deles.
Estes aviões foram então colocados na Base Aérea nº 1 na Granja do Marquês,
perto de Sintra. Posteriormente, as esquadras de instrução e treino foram
transferidas para a Base Aérea nº 7 em S. Jacinto, Aveiro.
Os T-6 da FAP foram abatidos ao serviço efectivo em Março de 1978 e o 1635
esteve em exposição, durante algum tempo, no Palácio de Cristal no Porto.
Após esta exposição, a Câmara Municipal do Porto armazenou-o na cave do
palácio até que a Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea
(A.P.P.L.A.) teve conhecimento da sua existência.
A A.P.P.L.A. adquiriu-o então - na mesma altura que
o T-6G #51-14345 ex-FAP 1716 - com vista ao seu
restauro para voo. Foi formado um grupo de trabalho para avaliar a
viabilidade (técnica e monetária) do restauro mas esta foi considerada
dispendiosa pelo que a A.P.P.L.A. optou pela sua venda e foi J. Munkelt
Gonçalves que os adquiriu e que veio a formar a Aero Fénix com esse intuito.
Entretanto, o avião foi transportado do Porto para um depósito da Câmara
Municipal de Lisboa, junto ao Aeroporto de Lisboa, onde se manteve até 1997.
Em Julho desse ano, o 1635 foi transportado para as instalações da Aeromancia no Aeródromo de Tires. A desmontagem do avião
demorou cerca de cinco meses após os quais foi levado para a sede da Aero
Fénix em Vale de Lobos
onde começou a ser restaurado. No final de 1999, regressou novamente a Tires
para o início dos trabalhos mais pesados na sua estrutura.
Depois de iniciada a reconstrução, foi necessário interromper-se os trabalhos - por razões financeiras - e, no final de 2003
levou-se o avião
para Santarém, onde ficou armazenado.
Em Dezembro de 2006, fruto de um protocolo com a Força Aérea Portuguesa, foi transportado para Alverca onde está
a ser reconstruído.
3 - CONFIGURAÇÃO FINAL
a) Aspecto exterior
Este avião será reconstruído de modo a ter o mesmo aspecto exterior que tinha
no serviço militar.
No entanto, como a Força Aérea Portuguesa não autoriza o uso das suas
insígnias por outros aviões que não os da F.A.P. (dentro do território
nacional), o Museu Aero Fénix irá optar pelo primeiro esquema de pintura
usado por este avião aquando da sua vinda para Portugal: todo amarelo com o
número de série no estabilizador vertical.
b) Aspecto interior
Como este trabalho não é uma preservação nem um restauro, mas sim uma
reconstrução, o aspecto interior do avião será o mais parecido possível com o
aspecto original, sendo usados aviónicos
modernos conforme os requisitos do Anexo 8 da Organização da Aviação Civil
Internacional e do Instituto Nacional de Aviação Civil. Em todo o caso,
sempre que possível serão usados instrumentos originais desde que estes
cumpram com uma eficiência e uma fiabilidade aceitáveis.
REQUISITOS DE PRESERVAÇÃO
A estrutura foi completamente decapada da pintura, inspeccionada e tratada
contra a corrosão. Em alguns locais da estrutura monocoque
do cone da fuselagem foi necessária a remoção de painéis do revestimento
exterior permitindo que o tratamento anti-corrosão chegasse eficazmente a
todos os locais mesmo aos mais recônditos.
Esta reconstrução requereu a reparação e a re-manufactura
de alguns componentes; todos eles foram sujeitos ao mesmo tratamento em
termos de prevenção da corrosão.
FUSELAGEM
A estrutura tubular da fuselagem, foi completamente
decapada, submetida aos testes de magnaflux
e com líquidos penetrantes (para detectar possíveis fendas e rachas);
seguidamente, foi aplicado o tratamento
anti-corrosão e a pintura. A cor usada foi o verde tipo zinc
chromate de modo a ser mantido o aspecto
original pois trata-se de um dos principais componentes do ambiente interior
do cockpit.
Nas estruturas principais em aço, foi usado um desoxidante enquanto que a
limpeza de ferrugem superficial, existente nas superfícies expostas ao ar,
foi feita com escovas de fibra de vidro com baixo índice de abrasividade. Nas partes de acesso mais difícil foi usado
o jacto de glass bead.
Cada peça de aço foi tratada individualmente antes da sua pintura com a cor
original.
O cone traseiro da fuselagem foi desmontado de modo a permitir uma inspecção
mais cuidada do seu estado interior. Tanto as superfícies interiores como as
exteriores foram sujeitas ao tratamento anti-corrosão normalmente efectuado
em superfícies de alumínio.
COCKPIT
Áparte dos aviónicos e
dos instrumentos, o cockpit deverá ter um aspecto
o mais parecido possível com o original. Foram
adquiridos painéis transparentes novos em plexiglass;
o pára-brisas também é novo.
TREM DE
ATERRAGEM
Os componentes do trem de aterragem foram desmontados, limpos e reparados cumprindo com os
requisitos exigidos para este fim.
ASAS
Nas partes de acesso mais difícil foi usado o jacto
de glass bead
como forma de limpeza.
Todas as tampas das janelas de acesso foram retiradas de modo a permitir uma
inspecção do estado do interior das asas; foram ainda retirados os painéis do
revestimento ao longo de toda a envergadura, para uma inspecção mais cuidada.
Tanto as superfícies interiores como as exteriores foram sujeitas ao
tratamento anti-corrosão normalmente efectuado em superfícies de alumínio.
EMPENAGEM
À empenagem foi aplicado o mesmo procedimento das asas.
TELAS E LEMES
A entelagem dos lems (ailerons, lemes de profundidade e de direcção)
foram enteleados por um especialista da Amicale Jean Baptiste Salis.
MOTOR
O motor deste avião é um Pratt & Whitney R-1340-AN-1 de 600 HP. Já foi adquirido um motor
em estado "como novo" (submetido a overhaul).
DECORAÇÃO: PINTURA E
INSÍGNIAS
O primário e as tintas a aplicar são materiais modernos melhor indicados para
este tipo de trabalhos e de uso mais corrente na Aviação.
As cores são semi-brilhantes, de um modo geral, e o tipo de tinta é o esmalte
e o poliuretano. Todos os detalhes interiores estão
a ser pintados a condizer ao máximo com as cores originais.
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